O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o país está mais forte do que nunca e que está pronto para aniquilar o Irã, se necessário, para conter a ameaça global no Oriente Médio.
Trump discursou logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe de Estado brasileiro havia criticado as tarifas comerciais impostas pela Casa Branca e condenado interferências estrangeiras em assuntos internos, mas o republicano ignorou as declarações e não mencionou o Brasil em sua fala.
O foco do discurso foi o conflito com o regime iraniano, que dura sete meses. Trump acusou Teerã de patrocinar o terrorismo internacional e de tentar desenvolver armas nucleares. Ele afirmou que um acordo poderá ser feito para a reconstrução do país, mas questionou se teria de aniquilar a República Islâmica rapidamente.
A possibilidade de um acordo com o Irã foi condicionada ao período após as eleições legislativas nos Estados Unidos. Trump declarou que, enquanto outros líderes apenas falavam de paz, ele agiu para concretizá-la.
O presidente citou a economia, a força militar e a liderança tecnológica como provas do progresso norte-americano. Ele afirmou que, há dois anos, o país estava morto, mas que agora é o mais quente do mundo.
As declarações ocorrem enquanto Trump enfrenta queda de popularidade. Um levantamento do Ipsos, divulgado às vésperas do evento, indica que o presidente atingiu o menor índice de aprovação do atual mandato, com 32%.


