O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúne com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta quinta-feira (24), em Washington. A pauta inclui discussões sobre inteligência artificial e a libertação de dois cidadãos norte-americanos detidos na China, embora Trump tenha declarado que pretende manter a situação da IA exatamente como está.
Trump deve solicitar a Xi Jinping a soltura de Youlin Chen, especialista em testes nucleares norte-coreanos preso desde o final de 2024, e de Min Zin, acadêmico detido em junho. Segundo Yufang Rong, esposa de Chen, o caso já havia sido mencionado em encontro anterior em Pequim, em maio, sem que houvesse resolução.
A visita de Xi Jinping marca o primeiro retorno do mandatário aos Estados Unidos em mais de uma década. Apesar da pressão por prisioneiros, a Casa Branca não confirmou se temas como a situação no Tibete, a minoria uigur ou a lei de unidade étnica da China serão abordados durante a cúpula.
O embaixador da China nos EUA advertiu que questões de democracia e direitos humanos são linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas. Pequim nega acusações de abusos em centros de formação profissional e rejeita a classificação de genocídio feita por ex-secretários de Estado norte-americanos em relação aos uigures.
Parlamentares democratas e grupos de defesa, como a Fundação James Foley, criticam a abordagem transacional de Trump. O deputado Jim McGovern, de Massachusetts, afirmou que o histórico da China é atroz e que os direitos humanos não podem ser abandonados na política externa.
A Campanha Internacional pelo Tibete e a Freedom House também instaram o governo americano a cobrar a retomada do diálogo com o Dalai Lama e a condenar a legislação chinesa que penaliza estrangeiros por incitar o separatismo étnico.


