O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender os ataques ao setor de energia um do outro. A declaração foi publicada na rede Truth Social, mas ainda não houve confirmação oficial dos governos de Kiev e Moscou.
Trump informou que a Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos sob a condição de que a Rússia fizesse o mesmo. No domingo (13), o republicano disse ter solicitado a trégua durante um telefonema com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que não se manifestou sobre o assunto.
A medida beneficia a Rússia, que enfrenta crise de abastecimento após ataques ucranianos com drones e mísseis contra refinarias. O país, segundo maior produtor de petróleo do mundo, vetou a exportação de gasolina e diesel e passou a importar esses combustíveis. Em Moscou, postos registram racionamento e filas de várias horas.
Do lado ucraniano, os ataques russos focam na infraestrutura de gás e eletricidade. Com a proximidade do inverno no hemisfério norte, há preocupação com o aquecimento residencial, especialmente após o colapso do sistema elétrico no ano passado e a escassez de mísseis de interceptação.
O anúncio ocorre enquanto Trump enfrenta críticas pela alta dos combustíveis nos EUA, que subiram até 50% desde 28 de fevereiro, início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente atribuiu o aumento do diesel global ao conflito entre Rússia e Ucrânia, e não à situação no Oriente Médio.
A instabilidade nos preços é agravada por ofensivas de rebeldes houthis no mar Vermelho e ataques a oleodutos na Arábia Saudita. Nesta segunda-feira, o barril Brent, referência em contratos futuros, ultrapassou os US$ 108, valor superior aos US$ 70 registrados antes do início da guerra.


