O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (12), em Dublin, que a reunificação da República da Irlanda com a Irlanda do Norte seria “fantástica”. A declaração ocorreu durante reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em meio a uma visita ao país para acompanhar um torneio de golfe.
Trump disse que, embora não queira causar problemas, adoraria ver a unificação acontecer e acredita que isso ocorrerá eventualmente. O presidente admitiu que o Reino Unido, do qual a Irlanda do Norte faz parte, teria algo a dizer sobre o processo.
A questão da soberania da Irlanda do Norte alimentou décadas de violência na região, resultando em cerca de 3.600 mortes. O conflito envolveu grupos paramilitares e tropas britânicas, sendo mitigado por um acordo de paz em 1998, que deixou em aberto o status final do território.
Na capital irlandesa, Trump também se reuniu com a presidente da Irlanda, Catherine Connolly. A política de esquerda já havia chamado o republicano de “valentão” e protestou contra sua visita em 2019. O encontro ocorreu na residência oficial, Áras an Uachtaráin, com conversas a portas fechadas.
A agenda oficial do presidente inclui um discurso para líderes empresariais na residência do embaixador dos EUA em Dublin. Em seguida, ele seguirá para Doonbeg, onde possui um resort de golfe, para assistir ao Aberto da Irlanda.
A visita provocou reações adversas na cidade. Um taxista local relatou caos no trânsito e criticou a prioridade dada ao esporte em um momento de turbulência global. Grupos de oposição, ambientalistas e organizações pró-Palestina planejaram manifestações contra a presença do presidente neste sábado.
Eric Trump, filho do presidente, defendeu a família em entrevista à emissora RTE. Ele afirmou que o resort da família é o maior empregador da região de Doonbeg e que a família Trump é amada e respeitada pelos irlandeses.

