O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o sistema de votação eletrônica, utilizado no Brasil desde 1996, não possui registros comprovados de fraude na coleta, apuração ou totalização de votos. A segurança do processo baseia-se em mais de 40 procedimentos de auditoria realizados ao longo do ciclo eleitoral.
A fiscalização envolve a abertura de códigos-fonte, testes públicos de segurança e a assinatura digital dos sistemas. Segundo o órgão, as instituições participantes incluem partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Congresso Nacional. Os programas são compilados, recebem códigos de verificação conhecidos como hashes e são lacrados antes do uso.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou que cada urna possui chaves criptográficas próprias para assinar digitalmente os resultados. O equipamento funciona de forma isolada, sem conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, executando apenas softwares previamente inspecionados.
Ao término da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU) e grava os dados em uma mídia, que é transmitida via rede exclusiva da Justiça Eleitoral. O sistema também mantém o Registro Digital do Voto (RDV), que permite a recontagem e auditoria dos votos registrados individualmente.
Para validar a precisão do equipamento, é realizado o Teste de Integridade, que simula uma votação em ambiente controlado comparando cédulas de papel com a digitação na urna. A partir de 2024, o procedimento passou a incluir uma modalidade com biometria, utilizando eleitores voluntários em locais próximos às seções.
Em agosto, o Senado inaugurou a exposição O Caminho do Voto, com a presença dos presidentes do TSE, Kássio Nunes Marques, e do Senado, Davi Alcolumbre. Nunes Marques afirmou que a iniciativa visa mostrar o trabalho coordenado das instituições para preservar a confiança da sociedade no processo eleitoral.


