Os governos da Ucrânia e da Rússia utilizam redes de recrutadores para convencer jovens de diversos países da América Latina a lutar nas linhas de frente do conflito entre as duas nações, que chega a cinco anos de duração neste domingo (13).
A atuação dos recrutadores ocorre em praticamente todos os países do continente. A estratégia concentra-se especialmente na América do Sul, com foco nos cidadãos da Colômbia, do Brasil e do Peru.
No caso do Peru, a apuração indica que a maior parte dos combatentes recrutados está lutando ao lado da Rússia. Na Colômbia, o grupo de voluntários inclui ex-guerrilheiros.
Além dos três países citados, há registros de mortos e desaparecidos oriundos de outras nações da região. A lista inclui Argentina, Paraguai, Bolívia, México, Equador e Chile.
As redes de captação operam de forma extensa para alimentar o front de combate em ambos os lados da guerra.

