A Vale pretende elevar sua produção de cobre de 380 mil para aproximadamente 700 mil toneladas por ano até 2034. O plano prevê o desenvolvimento de seis novos projetos localizados na região de Carajás, no Pará, priorizando o crescimento orgânico em vez de aquisições de outras empresas.
A estratégia visa colocar a mineradora no grupo dos dez maiores produtores mundiais do metal. Atualmente, a companhia ocupa a posição entre o 15º e o 20º lugar no ranking global, segundo o vice-presidente executivo e CFO da Vale, Marcelo Bacci.
A escolha por Carajás deve-se à abundância de reservas de cobre ainda não exploradas na mesma profundidade que o minério de ferro. Bacci afirmou que a infraestrutura já consolidada na região, incluindo mão de obra e rede de fornecedores, oferece vantagem competitiva para acelerar as operações.
O executivo explicou que o capital necessário para os projetos internos representa apenas uma fração do valor exigido em processos de fusões e aquisições (M&A). Para ele, o crescimento orgânico é, no momento, a opção mais rentável para a companhia aproveitar o novo ciclo de demanda pelo metal.
A Vale mantém atividades de perfuração e exploração na região para buscar novas reservas além dos seis projetos já mapeados. Embora a prioridade seja o portfólio atual, Bacci não descartou a possibilidade de aquisições em uma segunda etapa da expansão, dependendo das condições futuras do mercado.

