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Vojvoda aceita demissão do Racing e diz que não será obstáculo

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de setembro de 2026 11:51
Carla Fernandes
Tempo: 4 min.

O técnico Juan Pablo Vojvoda falou pela primeira vez após ser demitido pelo Racing na última segunda-feira, com apenas 13 jogos e três meses de trabalho no time argentino. O treinador, ex-Fortaleza e Santos, disse que se via firme no cargo, mas que entendia a situação e a decisão do clube.

Em entrevista à Dsports Radio, Vojvoda afirmou que aceitou a decisão. “Foi uma decisão do clube, eu a aceitei. Eles também têm sua voz e a decisão. Sou um funcionário. Eu estava firme, mas entendia a situação. Não vou ser um obstáculo para o Racing”, disse.

O treinador contou que a conversa com Diego Milito, ex-jogador e atual presidente do Racing, foi simples e cordial. “Foi uma conversa muito simples, com um trato muito cordial, de duas pessoas que estavam magoadas. Ele me disse que os resultados não estão sendo alcançados e que iam ter que dar uma reviravolta nisso. Eu aceitei isso.”

Contratado em junho deste ano, Vojvoda comandou o Racing em 13 partidas, com quatro vitórias, dois empates e sete derrotas. A eliminação nas quartas de final da Copa da Argentina, com a derrota de virada por 3 a 2 para o Boca Juniors, em casa, pesou para a demissão.

O Racing fez 2 a 0 no início do segundo tempo, mas Enner Valencia, ex-Internacional, entrou em campo e virou o jogo com três gols em pouco mais de 20 minutos. “Foi muito duro. Estar ganhando de 2 a 0… faltando segundos para o jogo terminar. Tínhamos traçado um plano de jogo que foi seguido até os 20, 25 minutos do segundo tempo, até que começaram a sair os gols do Boca. Ainda fico pensando naqueles três cabeceios na área. Assumo a responsabilidade, assim como os jogadores também assumem”, afirmou.

Vojvoda disse que não tinha problema em falar após a derrota para o Boca. “Eu disse aos dirigentes que não tinha problema em vir a público e dar a cara. Não ia me esconder por causa de um resultado. Eu estava magoado, os dirigentes também, e os jogadores… imagina aquele vestiário. Continuo magoado, baqueado.”

O técnico reconheceu que sabia qual elenco teria em mãos na Argentina e que qualquer processo sem resultados é difícil de se sustentar. “Eu aceitei este desafio, avaliei a condição do Racing. Eu sabia qual elenco ia comandar. Tive que pegar um momento de transição e todos nós sabíamos disso. No dia a dia, você vai encontrando outras coisas, quando vai conversando com os jogadores. Alguns que querem ir embora, outros que preferem não estar mais em um clube grande”, contou.

“A justiça está nos resultados, quando talvez devesse estar mais nos processos. Qualquer processo sem resultados é difícil de sustentar. Eu estive em uma instituição que me tratou bem, com pessoas que me respeitaram, com torcedores que em alguns momentos manifestaram seu descontentamento e que em outros senti o apoio deles.”

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