O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho, na comparação com junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (10). O resultado segue uma alta de 0,1% registrada no mês anterior e mantém a trajetória de crescimento anual.
Em relação a julho de 2025, o setor cresceu 0,9%, somando 28 resultados positivos consecutivos. O volume atual está 20% acima do nível de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19, e 0,2% abaixo do topo da série histórica, atingido em outubro de 2025. No acumulado de janeiro a julho, a alta foi de 1,9%.
A estabilidade mensal ocorreu apesar do avanço em quatro das cinco atividades pesquisadas. Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 0,6%, enquanto transportes cresceram 0,4%. Outros serviços e atividades prestadas às famílias registraram altas de 0,7% e 0,5%, respectivamente. O único recuo foi no segmento de informação e comunicação, que caiu 2,5%.
No recorte regional, 14 das 27 unidades da Federação tiveram queda no volume de serviços em julho. São Paulo registrou recuo de 0,8%, seguido por Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-3,3%), Santa Catarina (-0,9%) e Goiás (-1,9%). Entre as altas, destacam-se a Bahia, com 3,2%, e o Rio Grande do Sul, com 3%.
As atividades turísticas cresceram 2,7% em julho ante junho, recuperando parte da perda de 4% ocorrida entre maio e junho. No entanto, na comparação anual, o turismo recuou 2,6%, marcando o quinto resultado negativo consecutivo. No acumulado do ano, a queda no segmento é de 1%.
No transporte de passageiros, houve alta de 2,9% em julho frente a junho, enquanto o transporte de cargas avançou 1%. Apesar dos ganhos mensais, o transporte de passageiros recuou 7,4% na comparação anual, e o de cargas caiu 1,1% no mesmo período.

