A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta quarta-feira (16) ao Parlamento Europeu uma nova regulação que permite aos Estados-membros suspender as regras migratórias em situações de crise. A medida surge após a entrada irregular de dezenas de mil pessoas em Ceuta, cidade autônoma espanhola, vindas do Marrocos durante o verão.
Durante seu discurso sobre o estado da União, a dirigente alemã utilizou o termo “flexibilizar” para descrever a possibilidade de os países ignorarem as normas habituais de asilo. A proposta reflete a pressão gerada pelo fluxo migratório recente na fronteira espanhola.
A iniciativa marca um endurecimento na postura da União Europeia (UE) em relação ao acolhimento de refugiados e imigrantes. O bloco busca agora implementar mecanismos de blindagem de suas fronteiras externas.
Entre as medidas discutidas para conter a imigração irregular está o lançamento de centros de deportação localizados fora dos limites territoriais da UE.
A crise em Ceuta é apontada como o fator determinante para a quebra de tabus no sistema de asilo europeu, motivando a mudança de estratégia da Comissão Europeia no início deste ciclo administrativo.


