O senador e candidato ao governo de Goiás pelo PL, Wilder Morais, assinou nesta terça-feira (1º) o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu após a quebra do sigilo de investigação sobre a relação do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A assinatura do pedido, protocolado originalmente pela senadora Damares Alves, aconteceu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça determinou a abertura da Petição 16.662. O processo reúne provas colhidas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero.
Entre os documentos tornados públicos está um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A Polícia Federal identificou, por meio de metadados, que a última modificação do arquivo, feita em 15 de janeiro de 2024, está associada ao usuário “Ministro Alexandre de Moraes”.
Wilder Morais afirmou que o magistrado deve se afastar do cargo enquanto suas mensagens são investigadas. Segundo o senador, a justiça brasileira não pode ser manchada por suspeitas e o ministro deve dar explicações imediatas sobre as relações com Vorcaro e com a esposa.
O parlamentar criticou a atuação de Moraes, citando condenações contra uma mulher que pichou uma estátua e a manutenção da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Morais declarou que a lei deve ser aplicada a todos, sem seletividade, e mencionou que o ministro impediu Flávio Bolsonaro de visitar o pai.
A decisão sobre o prosseguimento do processo de impeachment contra ministros do STF cabe agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

