O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSOL, William Siri, reconheceu nesta quarta-feira (9) que o partido errou ao apoiar a reeleição de Rodrigo Bacellar à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em fevereiro de 2025. A declaração ocorreu durante sabatina transmitida por rádio e internet.
Na ocasião da eleição, Bacellar foi reconduzido ao cargo com a unanimidade dos 70 deputados da Casa, incluindo a bancada do PSOL. Siri afirmou que não tem dúvida sobre o erro do partido, mas argumentou que a composição garantiu a manutenção das presidências das comissões de Direitos Humanos, Combate ao Racismo, Servidores e Mulheres, além do comando da nova Comissão de Legislação Participativa.
Questionado sobre a proximidade entre os deputados do PSOL e o então presidente da Alerj, o candidato citou a votação sobre a prisão de Bacellar. Siri informou que os parlamentares de sua legenda votaram de forma unânime pela manutenção da prisão, enquanto parte das bancadas do PSD e do PL votou pela soltura.
Durante a resposta, Siri chamou Bacellar de “coordenador político do Comando Vermelho”. O candidato afirmou que o crime atualmente está dentro da Alerj e do Palácio Guanabara.
A entrevista faz parte de uma série de sabatinas com candidatos ao governo do estado. O cronograma teve início nesta terça-feira com Douglas Ruas (PL) e segue com Anthony Garotinho (Republicanos) nesta quinta-feira e Eduardo Paes (PSD) na sexta-feira.

