O presidente chinês, Xi Jinping, criticou tarifas comerciais arbitrárias e pediu a rejeição a todas as formas de protecionismo neste sábado (12), durante cúpula do Brics na Índia. O líder chinês não citou nominalmente os Estados Unidos em seu discurso, conforme informações da agência estatal Xinhua.
A reunião reuniu líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de outros países emergentes. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não compareceu ao encontro, sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Durante as discussões, os chefes de Estado expressaram preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio. O grupo condenou a aplicação de sanções que não tenham sido autorizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também participou da agenda.
A Rússia, alvo de sanções ocidentais após a invasão da Ucrânia, esteve representada pelo presidente Vladimir Putin. Embora os Estados Unidos não tenham sido mencionados na declaração final, a imprensa local interpretou as críticas como mensagens ao governo de Donald Trump.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, adotou tom conciliador ao afirmar que o grupo serve para ampliar a voz de países emergentes em debates globais. Modi disse que o Brics não é contra ninguém e que o bloco atingiu um estágio de amadurecimento.
O líder indiano defendeu que o Sul Global deve evoluir para se tornar um formador de regras na governança mundial. Segundo Modi, é o momento de transformar a unidade e o consenso do grupo em resultados concretos.


