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Leitura: XP aumenta recomendação de títulos prefixados para setembro
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XP aumenta recomendação de títulos prefixados para setembro

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 15:02
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A XP elevou a exposição a títulos prefixados nas carteiras recomendadas para setembro e reduziu a alocação em crédito privado pós-fixado. A mudança reflete a avaliação de que a desaceleração da economia e a perspectiva de novos cortes de juros tornam a relação entre risco e retorno dos prefixados mais atrativa.

O prazo médio recomendado para os títulos prefixados caiu de quatro para três anos. Na carteira conservadora, esses papéis representam 6% do total; na moderada, 11%; e na sofisticada, 9,5%. Os títulos pós-fixados seguem como a maior fatia do perfil conservador, com 71,5%, incluindo 20 pontos percentuais de reserva mínima em caixa.

A corretora sustenta que a atividade econômica mais fraca e a inflação recente podem abrir espaço para uma redução da Selic superior à prevista pelo mercado. Segundo o time de alocação chefiado pelo CIO Artur Wichmann, o prêmio na curva curta oferece uma relação favorável entre risco e retorno, apesar de riscos inflacionários, fiscais e eleitorais.

A cautela se concentra nos vencimentos mais longos, devido à baixa visibilidade sobre as contas públicas e a proximidade das eleições. Já nos papéis atrelados ao IPCA, a XP manteve posição abaixo do neutro no curto prazo, com alocações entre 12,5% na carteira conservadora e 27,5% na sofisticada, com prazo médio de seis anos.

No crédito privado, a instituição adotou maior seletividade diante do aumento de recuperações judiciais e piora nas avaliações de risco das empresas. A XP informou que, embora não haja um estresse generalizado no sistema ou deterioração ampla da liquidez, os prêmios atuais podem não compensar os riscos assumidos.

A exposição à renda variável doméstica permanece abaixo da referência de longo prazo, com 5% na carteira moderada e 15% na sofisticada. O perfil conservador não possui exposição à classe por conta de incertezas fiscais. A casa recomenda que ao menos 15% do patrimônio seja mantido em carteira global em dólar.

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