Os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) criticaram a ausência do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) no debate realizado nesta quarta-feira (23), em São Paulo. Ambos questionaram a postura dos adversários, alegando que a falta de participação é incompatível com quem disputa o cargo máximo do país.
Caiado afirmou que Lula e Flávio evitam os debates para não responderem sobre polêmicas, citando episódios envolvendo o Banco Master e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do tom contra os ausentes, Zema e Caiado mantiveram relação amistosa durante o encontro, com elogios mútuos às gestões de Minas Gerais e Goiás.
Questionados sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois evitaram definições. Caiado comparou a escolha a “apostar no Tigrinho”, enquanto Zema focou no discurso de oposição ao atual governo, sem declarar apoio direto ao candidato do PL.
Na segurança pública, Caiado propôs a criação de uma polícia sul-americana integrada contra o crime transnacional e o uso de inteligência artificial para identificar enriquecimento ilícito. Zema defendeu penas mais rigorosas para roubo de celulares e sugeriu a adoção de um modelo prisional inspirado em El Salvador.
Ambos concordaram com a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a realização de parcerias com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Caiado, porém, rejeitou qualquer intervenção dos EUA no processo eleitoral brasileiro.
Zema comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de quarta-feira, que determinou a retirada de vídeos de sua campanha publicados nas redes sociais. O candidato afirmou que seguirá criticando ministros do STF.
O debate também teve outras ausências. Augusto Cury (Avante) cancelou a participação para comparecer ao velório do empresário Bruno Avelar, em Belo Horizonte, após acidente aéreo. Renan Santos (Missão) recusou o convite.

