As abstenções no primeiro turno das eleições deste ano podem bater recorde histórico, com mais de 22% dos eleitores faltando às urnas, segundo previsões de especialistas. O percentual representa cerca de 35 milhões de pessoas, de um total de 158 milhões aptas a votar.
Se somados os votos brancos e nulos, as projeções indicam que o não voto pode chegar a 30% do eleitorado, mesmo com o voto sendo obrigatório no país.
Os números acendem um alerta sobre o desinteresse da população em escolher os governantes, em um momento em que o país se aproxima de nova eleição.
Nas conversas cotidianas, é possível perceber certo desalento. Ouve-se aqui e ali uma espécie de mantra: votar pra quê? Esses políticos são todos iguais.
Na hora de fazer campanha vêm com essa conversa mole de malandro, prometendo tudo o que sabem que não será cumprido. Posso até ir às urnas para não pagar multa e ficar com as minhas obrigações em dia, mas não voto em ninguém, diz parte do eleitorado.
O desencanto se soma a um histórico recente de escândalos políticos, que inclui dois presidentes impichados e quatro presos, além de casos como mensalão, petrolão, roubo do INSS e Banco Master.
Lá se vão mais de 40 anos de desacertos. Haja repetência e segunda época para adestrar os eleitores, ironiza o texto.


