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Abstenção no 1º turno sobe para 21,1% e é a maior desde 1998

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de outubro de 2026 19:00
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A abstenção no 1º turno das eleições de 2026 subiu para 21,1%, ante 20,9% em 2022, e foi a maior desde 1998, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento da taxa geral, porém, esconde um comportamento heterogêneo: a abstenção caiu entre adolescentes de 16 e 17 anos e entre idosos, e subiu entre adultos de 19 a 59 anos.

Os dados demográficos divulgados pelo TSE mostram que, entre os adolescentes de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, a abstenção caiu de 17,1% para 12,7%, uma queda de 4,4 pontos percentuais. A diminuição foi de 5,2 pontos entre os de 16 anos e de 4 pontos entre os de 17.

Entre os idosos, o recuo foi mais pronunciado a partir dos 70 anos, faixa em que o voto também é facultativo. A maior redução ocorreu entre eleitores de 75 a 79 anos: a abstenção passou de 58,2% em 2022 para 47,8% em 2026, queda de 10,4 pontos. Na faixa de 80 a 84 anos, o recuo foi de 10,1 pontos, de 73% para 62,9%.

O maior crescimento da abstenção se deu entre eleitores de 21 a 24 anos, que passou de 23,5% para 25,8%, alta de 2,3 pontos percentuais. Entre os de 25 a 29 anos, subiu de 22,5% para 24,3%. Na faixa de 30 a 34 anos, a taxa passou de 19,8% para 21,7%.

Segundo a análise do TSE, a menor abstenção entre adolescentes e idosos tende a ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi melhor que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os mais jovens e os maiores de 60 anos. Já nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde as taxas de abstenção foram maiores no 1º turno, há preponderância de votos no candidato do PL.

A taxa de abstenção no 1º turno deste ano é a maior desde 1998 e está em trajetória ascendente desde 2006. Em 2022, foi de 20,95%; em 2018, de 20,33%; e, em 2014, de 19,39%. Historicamente, a abstenção tende a aumentar no 2º turno, com exceção de 2022, quando o comparecimento foi maior na segunda rodada.

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