As ações de construtoras listadas no Ibovespa avançavam nesta sexta-feira (9) após a publicação de dados preliminares do terceiro trimestre. A MRV liderava os ganhos, com alta de 10,73%, às 11h54, a R$ 7,12, enquanto o setor era impulsionado pela queda dos juros futuros com o rali eleitoral.
A Construtora Tenda subia 6,14%, a R$ 31,38, e a Cury avançava 6,77%, para R$ 33,61. Os papéis reagiam às prévias operacionais e à redução dos prêmios na curva de DIs, principalmente nos vencimentos de longo prazo, após pesquisas eleitorais mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pelo Planalto.
A MRV encerrou o trimestre com geração de caixa de R$ 456 milhões e vendas líquidas de R$ 3 bilhões, alta de 29,6%. O valor médio dos apartamentos vendidos subiu 3,1%, para R$ 276 mil. Analistas do Itaú BBA afirmaram que a empresa apresentou desempenho misto, com ritmo de vendas sólido, embora os números tenham sido inflacionados por mudança na metodologia de reconhecimento de vendas.
O Bradesco BBI apontou que a geração de caixa ficou abaixo do esperado, com impacto das dificuldades nas transferências bancárias pela greve da Caixa, que reduziram a geração de caixa em aproximadamente R$ 80 milhões no trimestre. “Acreditamos que a companhia segue na direção correta do ponto de vista operacional”, disse o banco, mas o desempenho mais fraco do caixa pode atrasar a recuperação da confiança dos investidores.
A Tenda registrou crescimento de 4,4% nas vendas do período, totalizando R$ 1,29 bilhão. O BBI ressaltou que a greve da Caixa prejudicou o desempenho operacional, pressionando os distratos e reduzindo as transferências, efeitos que devem se normalizar no 4T26. O banco manteve recomendação de compra, mas alertou para critérios mais rígidos de crédito pela Caixa e menor uso de financiamento pró-soluto.
A Cury anunciou crescimento de 10,7% nas vendas líquidas do trimestre, atingindo R$ 1,8 bilhão, com valor médio dos apartamentos de R$ 322,8 mil, alta de 7,7%. O Itaú BBA destacou que os resultados foram melhores que o previsto, com sólida relação vendas/suprimento e geração de caixa que deve sustentar o crescimento dos lucros. O BBI apontou demanda subjacente saudável e manteve compra, com perspectivas positivas para o Minha Casa Minha Vida após a normalização das operações da Caixa.


