Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Arqueia quebra regra do código genético ao ler códon de duas formas
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Arqueia quebra regra do código genético ao ler códon de duas formas

Carla Fernandes
Última atualização: 13 de outubro de 2026 10:52
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley, publicada na revista PNAS, encontrou um microrganismo que interpreta de duas maneiras diferentes um mesmo sinal genético, que normalmente indica a finalização da fabricação de uma proteína. A arqueia produtora de metano Methanosarcina acetivorans pode interromper ou continuar o processo ao ler o códon UAG.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, demonstra que a arqueia Methanosarcina acetivorans pode interromper ou continuar a produção de proteínas ao encontrar o códon UAG, que normalmente sinaliza o fim do processo.

Dentro do mundo da genética, proteínas são produzidas a partir de sinais formados por três letras, chamadas códons, vindas do RNA mensageiro. As regras para o funcionamento desse sistema são compartilhadas entre todos os organismos, funcionando como uma receita de bolo: cada letra indicaria o que fazer e os ingredientes.

No caso da arqueia, o códon UAG, que sinaliza o fim da produção, pode ser lido como duas instruções diferentes. Em vez de sempre interromper a fabricação da proteína ao encontrar o códon, a arqueia também decide continuar e fazer uma proteína mais longa.

Dipti Nayak, professora assistente de biologia molecular e celular da Universidade da Califórnia em Berkeley e autora sênior do artigo, explicou que o objetivo inicial da pesquisa era outro. Como as arqueias podem fazer 21 aminoácidos, ao invés dos 20 usuais, a pesquisa buscava entender como isso afetava o organismo. O 21º é chamado pirrolisina. Foi assim que descobriu que o UAG estava sendo interpretado de forma ambígua.

O estudo indica que a quantidade de pirrolisina pode ser o que determina por qual caminho seguir, mas os pesquisadores ainda não conseguiram esclarecer o mecanismo que regula a interpretação.

Conforme a Universidade da Califórnia, as descobertas podem significar novas portas para futuras terapias contra doenças. Alguns pesquisadores levantaram a hipótese de que introduzir certo grau de imprecisão na tradução celular poderia ajudar a tratar doenças causadas por um códon de parada prematuro em genes importantes, o que leva à produção de proteínas não funcionais. Isso inclui cerca de 10% de todas as doenças genéticas, entre elas a fibrose cística e a distrofia muscular de Duchenne.

Contudo, essas aplicações ainda são hipóteses, e o estudo não desenvolveu nem testou qualquer tratamento para essas doenças.

Notícia Anterior Polícia prende homem suspeito de envenenar bolos de festa infantil no Rio
Próximo notícia TSE condiciona volta de canal de Janones a registro na Justiça Eleitoral
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta