A Band confirmou que manterá o debate presidencial do 2º turno, marcado para domingo (18), mesmo sem a participação do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em nota enviada a jornalistas nesta terça-feira (13), a emissora afirmou que deixará vazio o púlpito de quem não comparecer.
A decisão contrasta com a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate cancelado em 1º de outubro. A Corte também impediu que o programa fizesse perguntas dirigidas ao presidente durante o encontro.
“O debate da Band está mantido. Caso um dos candidatos não compareça, o púlpito ficará vazio”, declarou a emissora.
Flávio afirmou nesta terça-feira (13) que não pretende participar do debate. A declaração foi dada a jornalistas depois do anúncio de apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à sua candidatura. O senador disse que sua equipe técnica ainda avalia a participação no encontro da TV Globo, marcado para 23 de outubro.
“Não está previsto esse debate domingo. O que estamos analisando, quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica, é de ir no último debate”, declarou Flávio.
Lula participará do debate da Band. A informação foi confirmada pelo senador Camilo Santana (PT-CE) nesta terça-feira (13), no QG da campanha petista, no Lago Sul, em Brasília. “Ele vai, já confirmou que irá ao debate da Band de domingo”, declarou Camilo a jornalistas.
O senador também desafiou Flávio a comparecer ao encontro para discutir as propostas dos dois candidatos. “Vai ser tête-à-tête. A gente espera que ele possa ir para confrontar as ideias e ver a diferença dos projetos que estão sendo colocados para o povo brasileiro”, afirmou Camilo, enquanto Lula gravava vídeos no QG da campanha.
A campanha petista confirmou que Lula participará de todos os debates do 2º turno. Antes do 1º turno, realizado em 4 de outubro, o presidente e Flávio não participaram de nenhum debate televisivo. O único encontro realizado foi o da Band, em 23 de agosto, com Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

