O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (14) que a eleição presidencial será decidida pela vontade das pessoas, não por apoios partidários. Em agenda em Goiânia, ele reconheceu empate técnico na disputa e criticou declarações de Flávio Bolsonaro sobre mudanças constitucionais e formação de ministério antes do fim do segundo turno.
Boulos disse que o eleitor sinalizou nas urnas no dia 4 de outubro que quer mudanças, mas questionou quais transformações a população espera. “Mudança não pode ser andar para trás, mudança não pode ser perder aquilo que você já conquistou”, afirmou, defendendo que a campanha do presidente Lula se compromete com mudanças “no rumo certo”.
O ministro avaliou que a disputa está em empate técnico, cenário que a campanha governista já esperava. “Ninguém achou que ia ganhar de lavada”, disse. Ele criticou a postura da oposição após o primeiro turno: “Quem botou o salto alto e achou que estava com a eleição ganha foi o Flávio Bolsonaro”.
Boulos também rebateu declarações de Flávio Bolsonaro sobre possíveis mudanças constitucionais e a formação de equipe ministerial antes da conclusão da disputa. “Ele sai dizendo que ia mudar a Constituição, ele já sai montando o Ministério, isso é um desrespeito com o eleitor”, declarou.
Sobre a PEC do fim da escala 6×1, em análise no Senado nesta quarta-feira, Boulos negou que a proposta e a ampliação do limite de faturamento do MEI sejam eleitoreiras. Segundo ele, Lula defende a votação da PEC há um ano e meio ou dois anos, e a demora se deve à composição do Congresso. “Não dá para atribuir ao Lula a responsabilidade do Parlamento, que é majoritariamente de direita”, afirmou.
Questionado sobre o apoio do governador de Goiás, Daniel Vilela, a Flávio Bolsonaro, Boulos atribuiu a decisão à lealdade política a Ronaldo Caiado. “Ele fez isso porque era vice do Caiado, o Caiado apoiou a eleição dele para governador”, disse. Ainda assim, minimizou o peso dos apoios: “O que vai decidir essa eleição é a vontade das pessoas”.


