O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4), no primeiro turno. Com 98% das urnas apuradas, ele obteve 54,13% dos votos válidos, contra 34,65% de Orleans Brandão (MDB) e 9,59% de Felipe Camarão (PT).
Braide, advogado natural de São Luís, disputou pela nona vez um cargo eletivo, mas era sua primeira candidatura ao governo. Ele confirmou a tendência das pesquisas que, desde julho, o colocavam à frente dos sete concorrentes na corrida pelo Palácio dos Leões.
A chapa “Pra Mudar o Maranhão” foi formada por coligação do PSD com o Novo, tendo como vice a empresária Elaine Carneiro (PSD). Durante a campanha, Braide apresentou como lastro as mais de 2 mil obras que afirma ter realizado em São Luís, com destaque para o Viaduto da Cidade, construído com recursos próprios da prefeitura.
Ele conquistou aliados importantes, como o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), segundo maior colégio eleitoral do estado. Um de seus principais adversários era Felipe Camarão, 44, ex-secretário de Educação e atual vice-governador na chapa de Carlos Brandão.
Camarão resistiu a uma CPI instalada na Assembleia Legislativa e à divisão interna do PT, mantendo a candidatura, que teve apoio do presidente Lula. Ele acusou o governador de quebra de acordo político e denunciou intenção de montar o que chamou de oligarquia.
Orleans Brandão, sobrinho de Carlos Brandão e apoiado por ele, estreou em disputas eleitorais. Em 2023, foi nomeado Secretário Extraordinário de Assuntos Municipalistas. Durante a campanha, afirmou ter percorrido 217 municípios e apresentou propostas como o Pix Saúde, em que o estado arcaria com despesas na rede privada para pacientes do SUS.
Oito candidatos disputaram o governo do Maranhão em 2026, incluindo Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU), que já haviam concorrido antes. No espectro da esquerda, Arcangeli, Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) criticaram a tradição oligárquica da política maranhense.


