O Brasil tenta se posicionar na corrida global por data centers e inteligência artificial, apostando em energia renovável, incentivos fiscais e capacidade industrial. Levantamento do Fórum Econômico Mundial mostra que 97% dos economistas-chefes esperam aumento da adoção de IA nos próximos 12 meses, enquanto 78% veem os investimentos em data centers como relevantes para o crescimento global.
Segundo o Balanço Energético Nacional 2026, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 86,8% da oferta interna de eletricidade brasileira em 2025 veio de fontes renováveis. As fontes eólica e solar fotovoltaica responderam juntas por 26,4% da geração nacional no mesmo ano.
O ambiente regulatório também mudou. Sancionado em setembro de 2026, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) prevê incentivos para instalação, modernização e expansão dessas estruturas, com contrapartidas ligadas ao uso de energia limpa, eficiência hídrica, pesquisa e desenvolvimento e oferta de capacidade ao mercado interno.
O Ministério da Fazenda informa que cerca de 60% dos dados dos brasileiros estão armazenados fora do país, o que indica espaço para ampliar a capacidade nacional de armazenamento e processamento.
A oportunidade não se restringe a quem constrói ou opera data centers. Estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima em aproximadamente R$ 53,2 milhões o investimento de capital por megawatt instalado em data centers no Brasil, com hardware e software representando quase 62% desse total.
A indústria eletroeletrônica brasileira faturou cerca de R$ 272 bilhões em 2025, segundo a Abinee. Desse total, R$ 52 bilhões vieram de equipamentos industriais, R$ 31,7 bilhões de geração, transmissão, distribuição e armazenamento de energia, R$ 15,1 bilhões de componentes elétricos e eletrônicos e R$ 15 bilhões de materiais elétricos de instalação.
Para Marcelo Furtado, head de Tecnologia da Upper, empresa que implementa o SAP Business One, a expansão dessa cadeia exige gestão integrada. “Quanto maior a complexidade da operação, maior a necessidade de integrar informações para que produção, estoque, compras e finanças trabalhem a partir da mesma visão do negócio”, afirmou.
Mais informações podem ser obtidas no site da Upper.


