A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres na legislatura que começa em 2027, a maior bancada feminina da história da Casa, segundo a Secretaria da Mulher. Eleitas neste domingo (4), elas ocuparão 21,2% das 513 cadeiras do Parlamento. O resultado representa um crescimento de 21,1% em relação às eleições de 2022, quando 90 deputadas foram eleitas.
De acordo com os dados divulgados pela Câmara, são 19 mulheres a mais na próxima composição. Apesar do avanço, os homens continuarão com a maior parte das vagas: serão 404 deputados, o equivalente a 78,8% dos integrantes da Casa.
Na prática, a presença feminina corresponderá a pouco mais de uma em cada cinco cadeiras. Das 109 mulheres eleitas, 59 já exercem mandato de deputada federal e conquistaram a reeleição. Elas representam aproximadamente 54% da bancada feminina que assumirá em 2027.
As outras 50 eleitas não integram a atual composição da Câmara. Os números divulgados, porém, não permitem afirmar que todas exercerão o primeiro mandato, já que esse grupo pode incluir ex-parlamentares. A participação das mulheres nas cadeiras da Casa passará de 17,5%, conforme a comparação apresentada pela Câmara para 2022, para 21,2%.
Segundo levantamento divulgado pelo Por Mulheres Brasil, São Paulo elegeu 16 deputadas federais, o maior número absoluto entre os estados. Na bancada paulista, formada por 70 representantes, as mulheres ocuparão 22,9% das vagas. Minas Gerais aparece em seguida, com 11 deputadas eleitas, enquanto o Rio de Janeiro terá dez representantes mulheres.
Ao comentar o resultado, a Secretaria da Mulher da Câmara destacou o recorde de participação feminina, mas ressaltou que a distribuição das cadeiras ainda apresenta uma diferença expressiva entre homens e mulheres. Para a secretaria, ampliar a presença feminina nos espaços de poder contribui para fortalecer a democracia e representar a diversidade da sociedade brasileira no Parlamento.


