O senador Camilo Santana (PT), coordenador político da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a estratégia para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) será comparar as trajetórias dos candidatos e os resultados dos governos que representam, com foco em emprego, educação, salário mínimo e saúde.
Segundo Camilo, a campanha pretende destacar as diferenças entre os dois projetos políticos e criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarando que Flávio representa a continuidade daquele governo. Para o senador, a comparação entre as administrações deve ajudar os eleitores a avaliar as propostas e os resultados de cada grupo.
Ao comentar sua experiência como governador do Ceará, Camilo afirmou que precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir recursos destinados à construção de escolas. Ele também criticou a falta de diálogo institucional entre o governo federal e os estados durante a administração de Bolsonaro, mencionando os efeitos da pandemia e o retorno do Brasil ao Mapa da Fome.
O senador disse que a campanha de Lula deve ressaltar ações retomadas pelo atual governo, como o Farmácia Popular, o Mais Médicos e o Minha Casa Minha Vida. Camilo reconheceu que o desempenho de Lula no Nordeste exige atenção e que será necessário trabalhar para recuperar votos na região.
No primeiro turno de 2026, Lula venceu nos nove Estados nordestinos, mas recebeu 21.494.584 votos na região, abaixo dos 21.753.139 registrados em 2022. A diferença foi de 258.555 votos, uma redução de aproximadamente 1,19% em relação à eleição anterior.
No Sudeste, a votação de Lula também caiu em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com cerca de 1,7 milhão de votos a menos. Já Flávio Bolsonaro conquistou nesses três estados aproximadamente 1,3 milhão de votos a mais do que Jair Bolsonaro obteve em 2022.
Os números regionais fazem parte do cenário considerado pela campanha petista na preparação para o segundo turno. A estratégia defendida por Camilo é enfatizar as diferenças entre os governos e apresentar aos eleitores os resultados das políticas públicas, com atenção especial às áreas sociais e econômicas.


