O câncer foi a principal causa de morte no Brasil em 2025, com 269.404 registros, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, disponíveis no Datasus. As doenças isquêmicas do coração aparecem na sequência, com 116.962 mortes, seguidas das cerebrovasculares, com 106.970.
Os números foram divulgados neste sábado (17) e mostram que a pneumonia também esteve entre as principais causas, com 100.304 mortes. Outras doenças cardíacas somaram 84.137 registros. O diabetes respondeu por 72.151 mortes, e as doenças hipertensivas, por 65.799.
Entre as demais causas estão as doenças crônicas das vias aéreas inferiores, com 57.436 mortes, os acidentes de transporte, com 37.954, e os homicídios, com 35.231. Ao todo, o país registrou 1.534.588 mortes em 2025.
As mortes por pneumonia passaram de 67.063, em 2020, para 100.304, em 2025, uma alta de 49,6%. Segundo Marcela Costa, pneumologista e integrante da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a análise exige cautela porque 2020 foi um ano atípico.
“Com máscaras, distanciamento e escolas fechadas, outros vírus e bactérias quase pararam de circular. Ou seja, 2020 foi um ano fora da curva, com números baixos. Parte do aumento que vemos agora é a volta ao que era comum antes da pandemia”, afirmou.
Além desse efeito, o envelhecimento da população, a menor adesão à vacinação e a maior circulação de vírus respiratórios contribuem para a alta, de acordo com a pneumologista. “Hoje temos mais pessoas vulneráveis, mais vírus circulando e menos gente vacinada. Não há indícios de que a pneumonia em si tenha se tornado mais agressiva”, disse.
Costa afirma que os números, isoladamente, não permitem concluir se houve aumento dos casos ou se a pneumonia está sendo mais letal. Para isso, seria necessário analisar também as internações e considerar o envelhecimento da população.


