A eleição suplementar de Itaguaí, marcada para 25 de outubro, pode terminar com novo impasse na Justiça Eleitoral. A candidata Kelaine Goulart (Novo) teve o registro indeferido em primeira instância e permanece na disputa sub judice. Se vencer sem decisão definitiva favorável, a definição do próximo prefeito dependerá novamente dos tribunais.
O município enfrenta situação semelhante desde a eleição de 2024, quando Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, recebeu a maioria dos votos, mas teve a candidatura barrada por configurar tentativa de terceiro mandato consecutivo.
Após uma série de decisões judiciais e mudanças no comando da prefeitura, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o indeferimento do registro e determinou a realização de uma nova votação.
O questionamento agora envolve Kelaine, que também concorreu a deputada federal nas eleições gerais deste ano. A candidata recebeu 6.404 votos, equivalentes a 0,07% dos votos válidos, resultado insuficiente para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O registro para a eleição municipal foi indeferido pela 105ª Zona Eleitoral devido à manutenção das duas candidaturas no mesmo período eleitoral. Pela legislação, candidatos com recursos pendentes podem continuar em campanha e aparecer nas urnas, mas a validade dos votos fica condicionada ao julgamento do registro.
Se o candidato sub judice for o mais votado e o indeferimento for mantido, Itaguaí poderá enfrentar outra disputa judicial para definir quem assumirá a prefeitura, com a possibilidade de nova eleição.

