A certificação das aeronaves para operação em vertiportos pode ocorrer em 2028, mas isso não garante o início das operações comerciais naquele ano, afirmou Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos, neste domingo (18). A meta é considerada factível, porém exigirá adaptações nas regras municipais de zoneamento urbano.
Prado explicou que a estratégia inicial é criar uma infraestrutura enxuta, capaz de viabilizar o serviço sem exigir tarifas elevadas para remunerar os investimentos. Aportes excessivos poderiam encarecer as operações e comprometer a expansão do mercado, que deverá contar com poucas aeronaves nos primeiros anos.
A expectativa é de que cada eVTOL realize cerca de sete viagens por dia. Segundo o CEO, o fornecimento de energia não deve ser o principal obstáculo. Um vertiporto construído do zero, com três ou quatro pontos de recarga, poderá demandar de 1 a 4 megawatts (MW).
“Energia temos. O que precisará de atenção é o acesso à rede”, declarou Prado.
Além da certificação das aeronaves, será preciso adaptar regras municipais de zoneamento urbano para permitir a instalação dos vertiportos. A informação foi divulgada pela imprensa local.


