Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos), foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4) em primeiro turno. Com 99,98% das urnas apuradas, recebeu 55,40% dos votos válidos, o equivalente a 6.320.467 votos.
Nascido em Divinópolis, Cleitinho é senador desde 2022, quando foi eleito com 41,98% dos votos válidos, cerca de 4.026.409 votos. Antes disso, foi vereador na cidade natal em 2016 e deputado estadual em 2018.
A campanha do senador foi marcada por reviravoltas. Ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas, mas a candidatura só foi confirmada em 7 de agosto. Em 18 de julho, com a morte do irmão, Cleitinho cancelou compromissos e avisou ao Republicanos que não queria tratar de eleições durante o luto.
Ele faltou à convenção estadual do partido, em 25 de julho. A ausência irritou caciques da sigla, que, segundo integrantes, foram avisados horas antes. O presidente nacional do Republicanos chegou a indicar que o senador não seria lançado. A assessoria de Cleitinho negou, e ele reafirmou a pré-candidatura.
Na segunda-feira (3), em vídeo nas redes do partido, Cleitinho anunciou desistência, acompanhado de Marcos Pereira e Euclydes Pattersen. Quatro dias depois, a candidatura foi confirmada.
No início da campanha, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) suspendeu a veiculação de propaganda do candidato por falta de legenda com o conteúdo falado. O pedido que questionava o uso da camisa do América-MG foi rejeitado.
Cleitinho se apresenta como ‘outsider’ e é da centro-direita. Agora governará Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo.

