O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), passou mal após um discurso no Senado nesta quinta-feira (15) e cancelou a participação em um comício em Capelinha (MG), que seria o primeiro ato público de campanha ao lado do presidenciável Flávio. A equipe médica do Senado informou que ele teve pico de pressão arterial.
Em nota, a equipe médica do Senado relatou que Cleitinho foi atendido com “queixa de mal-estar depois de um discurso no plenário”. “Ao passar por avaliação, o parlamentar foi diagnosticado com pico de pressão arterial e frequência cardíaca um pouco elevada”, diz o texto.
O comunicado informa que o senador foi liberado, com orientação de repouso, após exames de eletrocardiograma e enzimas cardíacas com resultados normais, além de medicação e hidratação.
A agenda em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, incluía a participação no “Bloquinho do 22”, caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Seria a primeira agenda de Flávio com apoiadores realizada com Cleitinho.
Em live antes do início do evento, Flávio disse ter recebido uma foto do senador “tomando soro” e afirmou que ele estava “muito magro”, desejando melhoras ao aliado.
No primeiro turno, Flávio endossou em Minas a candidatura de Cleitinho ao governo, mas admitiu o apoio de integrantes do PL ao senador do Republicanos, firmando um palanque duplo informal no estado. Durante a campanha, Cleitinho fez acenos ao eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometeu “governar para todos”.
Após a vitória, o senador intensificou o apoio a Flávio, participando de reuniões em Brasília e do anúncio da aliança entre Republicanos e PL. Em Minas, a estratégia da campanha de Flávio tem sido tocada por Nikolas, que recebeu mais de 3 milhões de votos para a Câmara neste ano e se tornou o deputado mais votado do país.
O parlamentar mobiliza aliados eleitos para a Assembleia Legislativa e criou um canal de WhatsApp para distribuição de material de campanha, buscando bater de frente com a organização proposta pela esquerda pelo deputado André Janones (Rede). O planejamento inclui a organização de “Bloquinhos do 22” por municípios mineiros e de outros estados, para ampliar a vantagem de Flávio sobre Lula no estado, que no primeiro turno foi de cerca de 500 mil votos.

