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Comissário é o primeiro a agir quando passageiro passa mal em voo

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de outubro de 2026 17:58
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Uma emergência médica ocorre a cada 604 voos comerciais, segundo estudo publicado em 2013 no New England Journal of Medicine que analisou 11.920 casos. Quem faz o primeiro atendimento é o comissário de voo, treinado para agir antes mesmo do chamado por médico a bordo.

O chamado pelo sistema de som perguntando se há médico a bordo costuma ser a parte visível do problema. Antes dele, a tripulação de cabine já chegou até o passageiro, fez a primeira avaliação e avisou a cabine de comando.

Desmaio ou quase desmaio respondeu por 37,4% dos casos, seguido por sintomas respiratórios (12,1%) e náusea ou vômito (9,5%). Passageiros médicos ajudaram no atendimento em 48,1% das ocorrências, e o avião precisou ser desviado em 7,3% delas.

Depois do pouso, 25,8% dos passageiros atendidos foram levados a hospital por equipes de emergência, 8,6% foram internados e 0,3% morreram. Os dados foram registrados a partir de chamadas feitas durante o voo a um centro de apoio médico em solo.

No CEAB, escola de aviação civil com 27 anos de mercado, a formação inclui imersão na selva: em um dia, os alunos passam por treinamentos de combate ao fogo, marinharia e sobrevivência, e aprendem a fazer fogo e abrigo, usar bússola e preparar armadilhas. “Na selva, o aluno aprende que o resgate pode demorar e que alguém precisa manter o grupo de pé até ele chegar. No avião é igual”, diz Salmeron Cardoso, diretor e CEO do CEAB.

A Lei 13.475, de 2017, conhecida como Lei do Aeronauta, define o comissário como tripulante de cabine e auxiliar do comandante encarregado do cumprimento das normas relativas à segurança e ao atendimento dos passageiros. Ao comandante, a lei atribui a responsabilidade pela operação e pela segurança da aeronave, incluindo decisões como pousar fora do destino.

“O passageiro vê o comissário no serviço de bordo e acha que o trabalho é esse. A gente forma a pessoa para a hora em que alguém passa mal no corredor”, afirma Salmeron. Do lado de quem viaja, avisar os comissários ao primeiro sinal de mal-estar e manter medicamentos na bagagem de mão ajudam no atendimento.

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