Os Correios começaram a receber, nesta quarta-feira (14/10), lixo eletrônico de pequeno porte em 6.868 agências que oferecem o serviço Balcão Cidadão. A coleta gratuita, que estreou no Dia Internacional do Lixo Eletrônico, abrange itens como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos, com peso de até 30 quilos.
Os equipamentos precisam ser levados em caixa aberta de até 1 metro cúbico. Pilhas, baterias e lâmpadas continuam proibidas nos pontos de entrega. O conteúdo é conferido pelo atendente da agência antes do fechamento do pacote.
Para obter o comprovante de envio, o cidadão deve informar nome completo, CPF, endereço residencial, e-mail e telefone. O trajeto do material é monitorado até o destino final.
A rede estatal passou a integrar o Sistema de Logística Reversa Circulare por meio de acordo com a empresa Circular Brain. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a estrutura da empresa pública “contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”.
O diretor executivo da Circular Brain, Marcus Oliveira, disse que o acúmulo doméstico de aparelhos decorre da falta de informação e da ausência de postos municipais para entrega voluntária. Segundo ele, os aparelhos parados geram perdas de matérias-primas que poderiam abastecer novamente a cadeia produtiva industrial.
O Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano e ocupa o terceiro lugar no ranking sul-americano, segundo o Monitor Global de Resíduos Eletrônicos de 2024 da Organização das Nações Unidas (ONU). Desse total, o índice de recolhimento no país atinge apenas 3%.
A logística reversa de eletroeletrônicos domésticos é obrigatória para fabricantes, importadores, distribuidores e varejistas. A determinação consta na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e no Decreto 10.240/2020, que fixam metas de recolhimento e exigem locais de entrega nos municípios.


