Um crime ocorrido em 1762 na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, deu origem ao nome do Largo da Segunda-Feira, na interseção das ruas Haddock Lobo, São Francisco Xavier e Conde de Bonfim. Em 2022, a Prefeitura do Rio adicionou ao local o nome do cantor Erasmo Carlos, morto naquele ano.
Na época, a região era uma área rural, usada como refúgio fora do centro urbano. O crime aconteceu em uma propriedade de Manuel Luís Vieira, onde hoje fica o largo. O local era cortado pelo Rio Trapicheiros, com uma ponte de madeira que servia de travessia pública.
Em uma madrugada de segunda-feira, um homem foi encontrado assassinado. Não houve investigação, e os detalhes do caso nunca foram esclarecidos. A vítima foi sepultada no próprio lugar do crime, com uma cruz de madeira como marcação.
Moradores passaram a chamar o ponto de “o largo onde um homem foi assassinado na segunda-feira”. Com o tempo, a expressão virou Largo da Segunda-Feira, que se tornou o nome oficial do local.
Em 2022, o então prefeito Eduardo Paes publicou decreto que rebatizou o espaço como Largo da Segunda-Feira Erasmo Carlos. A homenagem reconhece a relação do cantor com a Tijuca, onde ele começou a carreira ao lado de artistas como Roberto Carlos, Tim Maia e Jorge Ben Jor.

