Deltan Dallagnol e Felipe Barros foram eleitos senadores pelo Paraná neste domingo (4). O ex-procurador da Lava Jato obteve 28,98% dos votos, mesmo com o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral na véspera. Barros, do PL, ficou com 27,39%.
Com 89,25% das urnas apuradas no estado, a vitória de Dallagnol foi confirmada matematicamente. O nome dele permaneceu na urna eletrônica porque a decisão do ministro Floriano, que derrubou o registro, ocorreu após o lacre dos equipamentos de votação.
Os votos dados ao ex-procurador devem ser anulados. A determinação judicial foi tomada na noite de sábado (3), em caráter monocrático, após pedido apresentado pela Unidade Popular (UP) e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PSOL.
O recurso questionou a saída de Dallagnol do Ministério Público Federal em 2021, quando ele respondia a representações relacionadas à atuação na Lava Jato. A ação sustentou que a renúncia buscou driblar a Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade para membros do órgão que deixem o cargo na iminência de punições disciplinares.
Em 2023, o TSE cassou por unanimidade o mandato de deputado federal de Dallagnol com base nesse mesmo entendimento.
Em manifestação pública sobre o veto, Dallagnol classificou o episódio como “a maior violência eleitoral da história do Brasil” e convocou apoiadores a confirmarem seu número na urna durante a votação.

