O ex-jogador Daniel Alves convidou Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para participar de um negócio de mineração em janeiro de 2019. As conversas de WhatsApp, obtidas pelo Poder360, constam em material extraído do celular de Vorcaro pela Polícia Federal na operação Compliance Zero. Não há indícios de irregularidades nem de que a sociedade tenha sido concluída.
Em 11 de janeiro de 2019, Daniel Alves escreveu a Vorcaro que um amigo tinha 3 minas e pedia que ele formasse um grupo de sócios para explorar as áreas. “Tenho um amigo que tem minas de DI, me pediu que eu montando um grupo pra ser sócio dele nas extrações das minas, você tem algum interesse em participar?”, perguntou.
O ex-lateral afirmou que reuniria informações sobre o negócio e que a oferta era restrita. “Isso estou oferecendo apenas as pessoas que de alguma maneira eu aprecio”, disse. Vorcaro respondeu: “Irmão, com você estou dentro” e “Vamos analisar juntos!”.
Na mesma conversa, o banqueiro disse que analisava uma oportunidade de exploração de ouro e convidou Daniel Alves a avaliá-la. O ex-jogador respondeu que seu parceiro era “especialista nessas coisas”. Vorcaro pediu o e-mail do ex-lateral para enviar uma apresentação.
Cinco dias depois, em 16 de janeiro, Daniel Alves encaminhou um documento a Vorcaro e afirmou que havia comprador para o produto extraído. “O bom disso tudo é que temos o comprador final na mão. Então é só extrair e entregar. Ou fazer o que quiser”, escreveu.
As mensagens não permitem determinar a quais minas o ex-jogador se referia nem qual mineral seria explorado. A expressão “minas de DI” não é explicada no diálogo.
Em julho de 2024, Daniel Alves voltou a procurar Vorcaro, três meses depois de deixar a prisão na Espanha. Disse que não queria “perder relação” com o banqueiro e que ele era “uma das poucas pessoas” que admirava. Vorcaro respondeu que era “bom demais” receber notícias do ex-jogador.
O Poder360 procurou Daniel Alves para comentar as conversas, mas não houve resposta até a publicação. Daniel Alves foi absolvido em março de 2025 pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que anulou a condenação por agressão sexual.

