O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), reeleito, ainda não anunciou a reforma do secretariado, mas aliados e deputados ouvidos pela imprensa local indicam que ele estuda nomes para compor o novo governo. A expectativa é de que as mudanças atinjam secretarias e estatais, como Saneago e Codego, sem definições até o momento.
Segundo apuração com deputados e pessoas ligadas ao governador, Daniel Vilela ainda não bateu o martelo sobre o novo secretariado. Ele quer evitar decisões açodadas e pretende ouvir aliados antes de anunciar as mudanças. O objetivo seria readequar e ampliar projetos, com um governo mais ágil na execução.
Entre os nomes cotados para permanecer estão Renata Lacerda Noleto, na Secretaria de Economia, e Bruno Rocha Lima, na Secretaria de Comunicação. Já o chefe da Casa Civil, Bruno Belém, pode ser remanejado para a Procuradoria-Geral do Estado. A secretária de Educação, Fátima Gavioli, que reassumiu o cargo após perder a eleição para deputada federal, pode deixar o posto: ela recebeu convites para comandar a pasta no Paraná, sob o governador eleito Sergio Moro, além de propostas de Roraima e Minas Gerais.
Na lista de cotados para novos cargos estão Agenor Mariano, para a Saneago, e Gustavo Carlos Ferreira, subsecretário de Segurança Pública, para a Diretoria-Geral da Polícia Civil. Vilmar Rocha é lembrado para a Casa Civil ou para a recriação da Secretaria de Minas e Energia, em razão das terras raras. Paulo Ortegal aparece como um dos nomes mais citados para a chefia de Gabinete, enquanto Irisneide Elias Costa, braço direito do governador, também pode assumir o posto.
Na Secretaria da Cultura, três nomes disputam a vaga: Yara Nunes, que pode permanecer, Kleber Adorno e Leopoldo da Veiga Jardim, este apoiado pela Fecomércio. Já a Secretaria da Indústria e Comércio ficaria na cota do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, com possibilidade de fusão com a Codego. Na Codego, Luizinho Antônio Oliveira Rosa deve continuar na presidência.
Lucas Vergílio, deputado federal eleito pelo MDB, é cotado para assumir uma secretaria, como a de Governo, embora haja dúvidas sobre a nomeação de um parlamentar para o cargo. José Frederico Lyra tende a permanecer na Secretaria de Ciência e Tecnologia, mas também é lembrado para a Educação. Outros nomes citados incluem Waguinho Siqueira, para uma secretaria a definir, e José Mário Schreiner, para a Goinfra.


