O governador de Goiás, Daniel Vilela, reeleito no primeiro turno, planeja extinguir a Codego e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e recriar a Secretaria de Minas e Energia, segundo apuração da imprensa local. A reforma administrativa integra um pacote de mudanças que inclui a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.
Daniel Vilela trabalha em três frentes: a disputa para presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, a recomposição do secretariado e a reformulação das estruturas do governo. Discreto, o governador não tem falado praticamente nada sobre o assunto, nem mesmo com os auxiliares mais próximos.
A Codego, considerada um cabidão de empregos, e a Secretaria de Retomada poderão ser extintas. Tudo que a Codego faz, diz-se, a Secretaria da Indústria e Comércio pode fazer, como a gestão dos distritos industriais.
Em tempo de terras raras e outros minérios, como ouro, em que Goiás é forte, a Secretaria de Minas e Energia deve ser recriada. Com isso, será ampliada a conexão com os mercados nacional e externo.
Não é fácil desmontar uma estrutura burocrática como a da Codego. Mas sua extinção representará economia para o governo. O próximo secretário da Indústria e Comércio deve ser indicado pelo prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, ou então pelo Fórum Empresarial, que mantém relações cordiais com Daniel Vilela.
Postula-se que a Secretaria de Infraestrutura colide com a Goinfra, a Saneago e a Agehab. Parece ter muito poder, mas, na prática, não tem nenhum. Por isso, tende a ser extinta. O titular da Goinfra é uma espécie de rainha da Inglaterra; os primeiros-ministros são titulares de cargos em tese subordinados.


