A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, afirmou neste sábado (10.out.2026) que um eventual governo do candidato não reduzirá programas sociais, mas cortará despesas que classificou como “regalias em Brasília”. A declaração foi dada durante um encontro com mulheres que apoiam Flávio, no Rio de Janeiro.
Flávio e sua equipe prometem um corte de cerca de R$ 200 bilhões no Orçamento. Até o momento, a proposta não foi detalhada pela campanha do senador. Segundo Daniella, as medidas atingiriam gastos com assessores, estruturas administrativas, veículos e voos.
Ela disse que não afetarão aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família. Também declarou que adversários estão disseminando informações falsas sobre uma possível redução de direitos sociais.
Participaram do evento líderes femininas ligadas à candidatura, entre elas a vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback (PL), e Mariana Ruas, mulher do candidato eleito ao governo do Estado, Douglas Ruas (PL).
Durante o encontro, Daniella defendeu uma agenda econômica voltada à autonomia financeira das mulheres, ao combate à violência e ao crescimento econômico. Afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a dívida pública e a carga tributária, fatores que, segundo ela, contribuíram para o endividamento de famílias e empresas.
Daniella declarou que defende a adoção de critérios técnicos na condução da economia e que pretende priorizar políticas de incentivo ao empreendedorismo e à geração de renda. Disse que um eventual governo Flávio ampliará a capacitação e o acesso ao crédito para empreendedoras, além de endurecer penas para crimes contra mulheres e crianças.
A coordenadora econômica da campanha foi uma das responsáveis pelo plano “Brasil por Elas”, que reúne as propostas do candidato para combate à violência, autonomia financeira e reconhecimento da economia do cuidado.
O presidente Lula publicou um vídeo neste sábado (10.out.2026) em que desafia Flávio a detalhar quais serão os cortes prometidos nas despesas do Orçamento. Lula questiona se a redução de gastos atingirá o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo ou outras políticas sociais.

