Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9) mostra que 78% dos brasileiros consideram muito importante a participação dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) nos debates do segundo turno da eleição presidencial. O levantamento também indica que 18% dos entrevistados admitem que o desempenho nos confrontos na TV pode fazê-los mudar de voto.
Essa fatia de 18% é composta por 5% que veem chance grande, 7% que consideram a probabilidade média e 6% que a veem como pequena. No cômputo geral, 82% declaram que não mudariam a escolha de jeito nenhum por causa dos eventos, enquanto 1% não soube responder.
Entre os eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno, como Cury, Renan Santos, Caiado e Zema, 20% declaram que a chance de mudar a escolha por causa dos debates é grande, e apenas 48% descartam totalmente a alteração.
Sobre a relevância atribuída aos encontros transmitidos, uma parcela de 11% do eleitorado avalia que a presença dos postulantes ao Planalto é um pouco importante, enquanto 10% consideram a participação nada importante e 2% não opinaram.
A alta valorização dos debates é ampla em praticamente todos os segmentos demográficos e políticos. Na divisão por faixa etária, a percepção de que a participação é muito importante atinge 83% entre os eleitores de 25 a 34 anos, 81% no grupo de 35 a 44 anos, 79% na faixa de 45 a 59 anos, 77% entre os jovens de 16 a 24 anos e 69% entre os idosos de 60 anos ou mais.
Por nível de instrução, a importância dos confrontos chega a 80% entre os eleitores com ensino superior e com ensino médio, e marca 72% no segmento com ensino fundamental. No recorte regional, a taxa dos que veem alta relevância nos eventos é de 79% no Sudeste, 78% no Nordeste, 76% no Centro-Oeste/Norte e 75% no Sul.
Entre as preferências políticas, a presença nos debates é vista como muito importante por 80% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e por 77% dos eleitores de Lula, atingindo 80% entre os bolsonaristas autodeclarados e 77% entre petistas e não alinhados. Na parcela de eleitores não alinhados, a taxa daqueles que admitem alguma possibilidade de mudar o voto atinge 40%.
O Datafolha foi às ruas na terça (6) e na quarta (7), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo, registrado com o código BR-02949/2026 no TSE. Foram entrevistados 2.520 eleitores em 153 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

