A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta o espetáculo “Remix” na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de 11 de outubro a 2 de novembro. A montagem reúne cenas de quatro trabalhos da companhia e integra a circulação nacional de 2026.
“Remix” recupera coreografias de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). O espetáculo é dividido em dois atos e conta com 16 bailarinos, uma cortina de 12 metros, 90 vasos e uma roda de cinco metros de diâmetro.
A abertura traz “Paixão”, de “Vulcão”, seguida por “Delírios”, de “Belle”. De “4×4” entram “As Meninas” e “Vasos”, que encerram o primeiro ato. Depois do intervalo, o público acompanha “Gravidade” e “Roda”, de “Rota”.
A última coreografia explora a ocupação do espaço e usa a grande roda, que remete a um brinquedo de parque de diversões e ao movimento do planeta. O primeiro ato é marcado por sentimentos mais densos e explosivos; o segundo trabalha a alegria e a leveza.
Para Deborah Colker, remontar os trabalhos envolve mais do que repetir coreografias. “O mais difícil é lembrar o contexto da criação. O pensamento que deu origem ao movimento”, afirmou.
A ideia de “Remix” nasceu em 2025, depois que Deborah recebeu o título de Cidadã Honorária de Mesquita. Durante a cerimônia, crianças que estudam dança fizeram uma apresentação inspirada nos trabalhos da companhia, o que levou a coreógrafa e João Elias, diretor executivo e cofundador, a refletirem sobre o legado de três décadas.
“Remix” é o terceiro projeto especial da companhia dedicado a revisitar o próprio repertório, depois de “Mix” (1995) e “Vero” (2016). A equipe criativa reúne Gringo Cardia na direção de arte, Claudia Kopke nos figurinos, Berna Ceppas na trilha sonora e Eduardo Rangel na iluminação. João Elias também assina a dramaturgia.

