Mais de 5.500 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump ao poder, segundo levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Do total, cerca de 600 viviam no país havia mais de 15 anos e 3.700 deixaram parentes por lá.
O levantamento, ao qual a imprensa local teve acesso, indica que mais de 2 mil deportados moravam nos EUA havia mais de cinco anos. O tempo de permanência e a família deixada para trás são fatores centrais para o chamado “luto migratório”, segundo a psicóloga intercultural Andrea Sebben.
Especialista em psiquismo migratório, Sebben afirma que a expulsão do país onde se vivia pode resultar na “ferida do retorno”. O fenômeno atinge deportados que construíram laços afetivos e comunitários ao longo de anos no exterior.
O MDHC não detalhou como os dados foram coletados nem o período exato abrangido pelo levantamento. A pasta também não informou quantos deportados retornaram acompanhados de filhos nascidos nos EUA.
Os números reforçam o impacto humano das políticas migratórias do governo Trump sobre a comunidade brasileira. Desde 2025, a deportação em massa se tornou uma das marcas da nova gestão americana.
Andrea Sebben destaca que o luto migratório é mais intenso quando a volta é forçada. A psicóloga ressalta a importância de acompanhamento psicológico para os deportados e seus familiares.

