A deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) afirmou ter sido alvo de pressões e tentativas de intimidação depois de fazer postagens sobre os negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em Minas Gerais. Em vídeo publicado na quarta-feira (30), a parlamentar também cobrou esclarecimentos sobre o paradeiro de Nathana Lopes Figueiredo, que estava no apartamento onde Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, foi preso pela Polícia Federal.
Segundo Bella, as intimidações começaram há cerca de três anos, depois de uma publicação em que relacionava Vorcaro à Tamisa (Taquaril Mineração). Ela afirmou que seu advogado passou a receber ligações frequentes e que uma notificação extrajudicial foi entregue em seu gabinete. A deputada também relatou ter recebido uma ligação para que desistisse das denúncias.
Em vídeo publicado nas redes sociais, disse que decidiu manter a publicação. “Esse tweet virou um inferno na minha vida, porque eu comecei a ser assediada para apagar esse post de tudo quanto é jeito. Mas eu não apaguei”, afirmou.
Bella disse ter levado as informações à PF e ao TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais). A congressista já havia questionado negócios envolvendo Vorcaro e mineração no Estado. Em maio, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou audiência pública sobre a atividade da Itaminas na Mina de Jangada, em Brumadinho. A empresa tinha Vorcaro entre os sócios.
Nas redes, Bella também pediu esclarecimentos sobre Nathana Lopes Figueiredo. Segundo a deputada, ela estava no apartamento onde Mourão foi preso pela PF e tinha residência declarada em Dubai. A deputada questiona as circunstâncias em que Nathana deixou o Brasil e se ela prestou depoimento às autoridades.
O caso consta em processo público no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, no qual Nathana aparece como requerida e a PF como autora do pedido. A deputada afirmou que encaminhou questionamentos à PF e ao STF para obter informações sobre o paradeiro de Nathana, eventual depoimento prestado por ela e as investigações relacionadas à morte de Mourão, que ocorreu posteriormente enquanto ele estava sob custódia da PF.
Em requerimento apresentado na Assembleia Legislativa, parlamentares pediram ao TCE-MG a apuração de regimes especiais, refinanciamentos, isenções e outros benefícios fiscais concedidos a empresas que tiveram Henrique, Daniel e Felipe Vorcaro entre os sócios.


