A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) foi reeleita neste domingo (4) como a parlamentar mais votada de Santa Catarina, com 386 mil votos. A eleição ocorre após um atrito público com a família Bolsonaro, quando a deputada se recusou a fazer campanha para Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado pelo estado.
Campagnolo, que já era deputada estadual, conquistou a vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) com folga sobre os demais candidatos. O episódio que marcou sua campanha começou em agosto, com um vídeo que circulou nas redes sociais.
Na gravação, a deputada aparece ao lado da deputada federal Carol de Toni (PL) e do vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL). Quando Angioletti pede votos para os dois candidatos do partido ao Senado e cita o nome de Carlos Bolsonaro, Campagnolo gesticula e sai do enquadramento.
A reação veio do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em comentário em uma publicação de Campagnolo no Instagram, ele pediu que ela gravasse um vídeo de apoio ao irmão. “Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir para não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro”, escreveu. Flávio deixou de seguir a deputada nas redes.
Na resposta, Campagnolo afirmou que seguiria trabalhando pelos objetivos definidos pelo PL em Santa Catarina. O partido destinou R$ 1,25 milhão à deputada, o maior valor entre os 38 candidatos à Alesc. Os demais receberam entre R$ 150 mil e R$ 250 mil.
O valor se aproximou do repassado a algumas das principais apostas do partido para a Câmara dos Deputados no estado, como Jair Renan Bolsonaro e Zé Trovão, que receberam R$ 1,5 milhão cada.

