Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo neste domingo (4). O resultado foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às 19h30, quando Derrite tinha 30,72% dos votos e André do Prado, 29,38%. Ambos eram apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A eleição dos aliados consolida a articulação política de Tarcísio, que fez valer sua preferência por André do Prado para representar o PL na disputa, desbancando nomes como o deputado federal Mário Frias e o vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo. O governador também foi um dos articuladores da desistência de Ricardo Salles, que concorria ao Senado pelo Novo e disputava o mesmo eleitorado que Derrite e Prado.
A disputa ao Senado por São Paulo esteve embolada do começo ao fim. Durante toda a campanha, levantamentos dos institutos Quaest e Datafolha indicaram empate técnico quádruplo entre Derrite, Prado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) pelas duas vagas que estavam em jogo.
Guilherme Derrite é ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele ocupou a pasta estadual enquanto estava licenciado do mandato de deputado federal. Na Câmara, foi relator do projeto de lei Antifacção. O primeiro substituto na chapa é o advogado Vicente Santini, que ocupou cargos de segundo escalão no governo Bolsonaro e atuou como chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília. O segundo suplente é Julio Serson, empresário do ramo hoteleiro.
André do Prado é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), cargo ao qual foi eleito após quatro mandatos na Casa. Antes, foi vereador, secretário, vice-prefeito e prefeito de Guararema. Os suplentes dele são Fernando de Godoy, ex-prefeito de Holambra, e Rute Costa, vereadora da capital paulista.
A eleição de Derrite e Prado fortalece a direita na bancada paulista. O ocupante da cadeira que não estava em disputa é Marcos Pontes, do PL, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo de Jair Bolsonaro, eleito em 2022 e com mandato até 2031.
Além da derrota das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) perdeu a disputa pelo governo estadual já no primeiro turno.

