Partidos alinhados à direita elegeram 276 deputados federais na eleição de domingo (4.out.2026), mantendo a composição da Câmara em relação a 2022, quando tiveram 275 cadeiras. O PL, de Flávio Bolsonaro, conquistou a maior bancada, com 121 deputados, ante 99 no pleito anterior.
As legendas de esquerda somaram 124 assentos, contra 125 há quatro anos. Os partidos de centro obtiveram 113 cadeiras, mesmo número da eleição passada.
O PL teve alta de 22,22% em relação a 2022, quando elegeu 99 deputados. O PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, foi a segunda sigla que mais elegeu parlamentares: 70 agora, ante 68 no pleito anterior.
Excluindo o PL, as outras legendas mais à direita — como União Brasil, Republicanos, Podemos, PSDB, PRD e Novo — terão 155 cadeiras. A Câmara é composta por 513 deputados, que tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.
O levantamento usou como referência o artigo “Uma Nova Classificação Ideológica dos Partidos Políticos Brasileiros”, de cientistas políticos da UFPR e da UEM. A definição partidária não seguiu 100% a publicação para abarcar movimentações recentes das siglas e o perfil dos candidatos.
Foram classificados como direita DEM, Missão, Novo, Patriota, PEN, PRN, PFL, PL, PP, PPB, PR, PRB, Prona, Pros, PRTB, PSC, PSDB, PSL, PST, Republicanos e União Brasil. Como centro, Avante, Cidadania, DC, MDB, PAN, PHS, PMDB, PMN, Pode, PPL, PPS, PRP, PSD, PSDC, PT do B, PTB, PTC, PTN, SD e Solidariedade. E como esquerda, PC do B, PDT, PSB, Psol, PT, PV e Rede.


