Dez dos 19 governos definidos no primeiro turno das eleições deste domingo (4) foram conquistados por candidatos de PL, Republicanos ou PP, ampliando a presença da direita nos Estados. A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo foi o principal símbolo do avanço do campo, que agora controla máquinas regionais importantes.
O PL conquistou cinco governos: Paraná, com Sergio Moro; Santa Catarina, com Jorginho Mello; Rio Grande do Sul, com Zucco; Rondônia, com Marcos Rogério; e Roraima, com Arthur Henrique. O Republicanos venceu em São Paulo, com Tarcísio; em Minas Gerais, com Cleitinho; e em Mato Grosso, com Otaviano Pivetta.
Pelo PP, Eduardo Riedel venceu em Mato Grosso do Sul e Lucas Ribeiro, na Paraíba. O PT garantiu três governos no primeiro turno, com Rafael Fonteles, no Piauí, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará.
O PSD, de centro direita, venceu quatro disputas: Dr. Furlan, no Amapá; Raquel Lyra, em Pernambuco; Fábio Mitidieri, em Sergipe; e Eduardo Braide, no Maranhão. Também foram eleitos em primeiro turno Daniel Vilela (MDB), em Goiás, e Dr. Daniel (Podemos), no Pará.
O resultado ganha peso porque a direita ficou com São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País, e acrescentou o Paraná ao mapa de vitórias no primeiro turno. O campo também consolidou posições no Sul, no Centro-Oeste e no Norte.
A força conquistada nos Estados passa a ter efeito imediato na disputa nacional. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial, e governadores alinhados às duas candidaturas poderão ser mobilizados nas próximas três semanas para ampliar palanques regionais.
Nesse desenho, a direita chega ao segundo turno respaldada por uma rede capilarizada de governadores e por vitórias em alguns dos principais colégios eleitorais do País. O tamanho desse capital político começará a ser testado já nas próximas três semanas.


