O escritor e cineasta João Paulo Cuenca, alvo de 144 processos judiciais movidos por pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, transformou o cerco judicial em matéria-prima para um documentário. A reação veio após uma publicação satírica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro no X, antigo Twitter, em 2020.
Em 2020, uma publicação satírica no X (antigo Twitter) sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro mudou a rotina do escritor e cineasta João Paulo Cuenca.
O autor virou alvo de uma ação coordenada: 144 processos judiciais movidos por pastores da Igreja Universal do Reino de Deus em dezenas de comarcas pelo Brasil.
O que poderia ter resultado no silenciamento do artista, no entanto, transformou-se em matéria-prima para a criação audiovisual.
Cuenca decidiu registrar a experiência em um documentário, usando o próprio cerco judicial como narrativa.
As ações foram distribuídas em diferentes comarcas do país, o que obrigou o cineasta a se defender em várias frentes simultaneamente.
O projeto ainda não tem data de lançamento divulgada.

