A disputa pela presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) começou antes mesmo da posse dos novos deputados. Ao menos quatro nomes são cotados para suceder Wellington Luiz (MDB), que após quatro anos não poderá concorrer novamente. Entre eles, Eduardo Pedrosa (União), Joaquim Roriz Neto (PL), Roosevelt Vilela (PL) e Rôney Nemer (PP).
O nome que mais tem interesse em chefiar a Casa é o de Eduardo Pedrosa (União). Desde o primeiro pleito da atual legislatura, o empresário tenta convencer seus pares a dar-lhe votos suficientes para comandar a CLDF. Sem apoio, tanto na direita como na esquerda, Pedrosa não conseguiu o feito e foi derrotado por Wellington dois meses antes de o próprio emedebista tomar posse, graças à articulação de nomes como o de Chico Vigilante (PT).
A seu favor, neste momento, pesa o fato de ter sido muito bem votado, ficando com a segunda colocação entre os nomes que foram às urnas no último domingo. Entretanto, pesa contra ele uma Câmara Legislativa mais bolsonarista – não que ele não tenha afinidade com esse campo também –, que compõe com cinco nomes do Partido Liberal (PL), além de outros espalhados pelos partidos de direita e centro.
Outro bem votado, e esse sim do PL, é Joaquim Roriz Neto. Terceiro colocado nas eleições para a CLDF, ele foi reeleito após uma grande votação. Benquisto entre os colegas e sendo do partido que mais elegeu cadeiras nesse pleito, o neto do ex-governador Roriz é um nome forte para a disputa. Porém, existe pouca chance de que isso aconteça. Apesar de ter o nome ventilado nos corredores da Casa, ele próprio não parece interessado em ocupar o assento número 1.
Já dentro do mesmo partido há outro nome: Roosevelt Vilela (PL). O bombeiro também recebeu do eleitorado do Distrito Federal mais um mandato. Nas eleições de meio de mandato, dentro da Casa, o parlamentar chegou a se colocar como pré-candidato à presidência; porém, vendo que não teria apoio sequer para fazer parte da Mesa Diretora, Roosevelt desistiu da aventura. Pesa contra ele o desgaste com deputados da esquerda e um posicionamento cada vez mais ideológico – e às vezes autoritário – em algumas falas, o que desagrada inclusive distritais mais de centro.
Por fora corre o nome do deputado eleito Rôney Nemer (PP). De volta à Câmara Legislativa depois de 12 anos (quando foi eleito para a Câmara dos Deputados) e tendo um perfil agregador, o parlamentar ainda nem assumiu a cadeira e já tem o nome – assim como foi com Wellington Luiz – sendo colocado entre as possibilidades para o comando. Para que Nemer tenha maiores chances de ser alçado à presidência, uma variável ainda precisa ser definida: a eleição ou não de Celina Leão (PP) para o governo.
Tendo feito mais de 92 mil votos, o nome mais forte da esquerda para a disputa, em tese, é o de Max Maciel (PSOL). O deputado do boné de aba reta ainda não manifestou interesse na disputa, mas, juntamente com PT e PSB, além da eleição de Keka Bagno, do seu partido, somaria sete votos – quase um terço das cadeiras. Para o seu grupo, o principal será colocar nomes em lugares estratégicos da Mesa Diretora e em comissões da Casa. Cabe ainda saber quais espaços serão disponibilizados.


