O dólar encerrou esta terça-feira (6) aos R$ 4,97, menor valor desde o fim de maio, estendendo o rali do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições. Com a moeda abaixo de R$ 5, quem planeja viajar no fim do ano se pergunta: comprar agora ou esperar? Analistas recomendam estratégia de preço médio.
A cotação reflete a dianteira de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no primeiro turno, o que animou investidores. Grandes bancos internacionais estimam quedas adicionais, mas especialistas afirmam que esperar pode não ser a melhor estratégia.
O UBS BB projeta câmbio em torno de R$ 5 no curto prazo, mas vê espaço para R$ 4,50 ou R$ 4,60 em três a seis meses, caso o segundo turno reforce o resultado de domingo e o petróleo continue favorável. O Morgan Stanley calcula 10% de valorização para o real.
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, recomenda compras paulatinas da moeda, com diferença entre semanas, para diluir riscos. “O ideal é comprar uma boa parte aproveitando o recuo, mas não tudo de uma vez”, disse. Juliana Benvenuto, da Avenue, reforça: “É impossível prever para onde vai o dólar. O ideal é ir fechando a compra aos poucos”.
Juliana lembra que o cenário externo pesa: com inflação resiliente nos EUA, o Fed pode subir juros, elevando o preço da moeda no curto prazo. Entre as opções de compra, a conta global usa câmbio comercial e IOF de 3,5%, com possibilidade de rendimento em renda fixa. O dólar em espécie tem câmbio turismo, que fechou a R$ 5,17, e IOF de 3,5%.
O cartão pré-pago também cobra IOF de 3,5%, com resgate de sobras sujeito a taxas. Já o cartão de crédito, mais prático, pode ter spread elevado, com ágio sobre a PTAX definida pelo Banco Central. O turista deve verificar se a cobrança usa a cotação do dia da compra ou do fechamento da fatura.


