O dólar à vista fechou em alta de 1,17% nesta quinta-feira (15), a R$ 5,0885, maior valor desde 2 de outubro, com investidores à espera da divulgação do Datafolha sobre o segundo turno. A moeda reagiu ao empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro apontado pela pesquisa Quaest.
A cotação máxima da sessão foi de R$ 5,0991, registrada às 16h30, meia hora antes do fechamento. O dólar futuro para novembro, o mais negociado na B3, subia 0,79% às 17h15, a R$ 5,1040. No ano, a divisa acumula baixa de 7,30%.
A Quaest, divulgada na noite de quarta-feira (14), mostrou Flávio com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico. Os indecisos somam 1%, e 9% disseram que votarão em branco, nulo ou não votarão.
O levantamento também apontou que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores, enquanto Lula tem rejeição de 53%. O cenário já havia sido identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira (13) e voltou a impulsionar as taxas dos DIs e o dólar ante o real.
No mercado, parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de maior controle das contas públicas, ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.
Na quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada semanal, em vitória para o governo Lula. Flávio votou pelo fim da escala, mudando de posição, mas não discursou sobre o assunto durante os debates. Na terça-feira, ele defendeu que o governo pague compensação às empresas, sem abordar impactos fiscais.
O avanço do dólar contrastou com o exterior, onde o índice do dólar caía 0,18% às 17h15, a 102,030. A moeda norte-americana sustentava perdas ante outras divisas fortes e ante boa parte das moedas de países emergentes.

